🏫 Escola Básica Manuel do Nascimento (Sede)

A Escola Básica Manuel do Nascimento, sede do Agrupamento, situa-se a poucos metros do coração da bela vila de Monchique, servindo como ponto central da nossa comunidade escolar.

Requalificação do Espaço

Neste momento, a nossa escola encontra-se sob uma importante intervenção de requalificação física de diversos espaços escolares. Para assegurar o normal funcionamento das atividades letivas, o agrupamento funciona temporariamente com o complemento de monoblocos para determinados serviços e valências. Aguarda-se com grande expectativa a finalização das obras que trarão instalações modernas e totalmente renovadas para os nossos alunos.

Futuras instalações da Escola Básica Manuel do Nascimento

Manuel do Nascimento, o nosso Patrono

"Músicos, escritores, médicos, políticos, entre outras profissões, muitos foram os algarvios que se destacaram durante o século XX. (...)"

Manuel do Nascimento Correia nasceu em Monchique, filho de um comerciante de madeiras. Estudou química na Escola Técnica de Lisboa, mas foi como jornalista, escritor neorrealista e editor que se destacou. Após os estudos começou a trabalhar como engenheiro de minas, nas Minas de Jales — uma sobrevivência dura que o marcou profundamente para o resto da vida e que viria a estar sempre muito presente na sua obra literária.

O contacto diário com os mineiros, com as suas precárias condições de vida e as doenças associadas a esta profissão (de que ele próprio também sofreu), aliado à sua profunda condição humana, despertaram no jovem engenheiro uma forte consciência social.

Para se curar dos problemas respiratórios, Manuel do Nascimento regressou à sua terra natal e aos ares puros da serra. É precisamente durante a sua estadia em Monchique, mas também nas Caldas, que escreve em 1951 a obra “O Roteiro da Província do Algarve”.

Mais tarde regressou a Lisboa, chegando a viver também no Porto, onde desempenhou funções como diretor do jornal Primeiro de Janeiro. Dedicou-se inteiramente ao jornalismo, ao exigente trabalho de editor e à atividade literária pura. São de sua autoria títulos de grande relevo como “Mineiros”, “Eu Queria Viver”, “O Aço Mudou de Têmpera”, “Agonia” e “O Último Espectáculo”.

As questões da igualdade, da precariedade do trabalho e das condições de vida dos mais desfavorecidos foram uma constante no seu percurso literário, razão pela qual chegou a ser perseguido pela PIDE e a ver alguns dos seus livros censurados pelo regime. Hoje, em Monchique, dá orgulhosamente o nome à Escola Básica sede do Agrupamento, sendo frequentemente recordado por iniciativas locais destinadas a divulgar a sua obra, como a recente reedição do romance “O Aço Mudou de Têmpera” promovida pela Junta de Freguesia.

Direção Regional de Cultura do Algarve, 21 de agosto de 2020

Capa dos livros O Último Espectáculo e O Aço Mudou de Têmpera de Manuel do Nascimento

"O Último Espectáculo", publicado pela 1.ª vez em 1955
"O Aço Mudou de Têmpera", publicado pela 1.ª vez em 1946

Fonte: Direção Regional de Cultura do Algarve (Facebook oficial), consultado em 11/09/2024.